Cordelia inventa histórias inacabadas. Nelas, nada se da por inteiro, mas, mesmo assim não há confusão; apenas sugestões, apenas delicados murmúrios, sussurros de um mundo perdido. Tudo nas suas pinturas é ilusivo: os tamanhos, os motivos, as pinceladas. Como os anjos, como os passarinhos, suas imagens tendem ao vôo, pousam num instante, esgueiram-se e desaparecem. Cordelia pinta por metáforas e sua pintura nos leva a um território vago, impossível A um território feito de ausências "Maria Angélica Melendi" - 2007