Histórias Inacabadas
A casa pequena recorta-se contra o céu. O chão desfralda-se em estratos coloridos: terra-de-siena, amarelo, azul, azul celeste, várias nuances de marron e, de novo azul, azul marinho. A casa pousa no terreno, leve, como senão tivesse peso algum. Solitária, sem portas, sem jardim, sem árvores sem flores. apenas uma pequena casa.
Quem é essa mulher submersa numa água escarlate? Ela nada --- os cabelos negríssimos espalhados na corrente vermelha --, ou se afoga? Nesgas de azul e branco nos permitem imaginar a demora do crepúsculo ou a iminência da aurora. A mulher vermelha confiante nada entre as águas do começo ao fim do dia.A rua principal deste arraial acaba no céu. Ou será que ele pertence ao céu? Um homem sozinho em uma cavalgada vai... Para onde? No céu de nevoeiro que envolve a paisagem, as casas gravitam, flutuam, derivam, navegam sem se submergir, vão para um lugar nenhum. Àquele lugar para onde se dirigem o homem e o burricodia.
















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